Mapa Conceitual
“A teoria a respeito dos Mapas Conceituais foi desenvolvida na decáda de 70 pelo pesquisador norte-americano Joseph Novak. Ele define mapa conceitual como uma ferramenta para organizar e representar o conhecimento.” (Wikipédia)
Já se passaram alguns anos e muito foi desenvolvido a respeito de Mapas Conceituais, mas resumindo, podemos dizer que ele é uma representação gráfica de um conjunto de conceitos onde suas relações são evidenciadas. Como é bem mostrado no texto de DUTRA, FAGUNDES e CAÑAS (sem as relações teríamos apenas uma grande “sopa de conceitos”).
Seguem abaixo idéias que me chamaram a atenção no texto de MOREIRA (Mapas Conceituais aplicados na área de ciências).
“No momento em que um professor apresentar para o aluno um mapa conceitual como sendo o mapa correto de um certo conteúdo, ou no momento em que ele exigir do aluno um mapa correto, estará promovendo (como muitos outros recursos instrucionais) a aprendizagem mecânica em detrimento da significativa. Mapas conceituais são dinâmicos, estão constantemente mudando no curso da aprendizagem significativa. Se a prendizagem é significativa, a estrutura cognitiva está constantemente se reorganizando por diferenciação progressiva e reconciliação integrativa e, em conseqüência, mapas traçados hoje serão diferentes amanhã.
De tudo isso, depreende-se facilmente que mapas conceituais são instrumentos diferentes e que não faz muito sentido querer avaliá-los como se avalia um teste de escolha múltipla ou um problema numérico. A análise de mapas conceituais é essencialmente qualitativa. O professor, ao invés de preocupar-se em atribuir um escore ao mapa traçado pelo aluno, deve procurar interpretar a informação dada pelo aluno no mapa a fim de obter evidências de aprendizagem significativa. Explicações do aluno, orais ou escritas, em relação a seu mapa facilitam muito a tarefa do professor nesse sentido.
Seguramente, tudo o que foi dito até aqui sobre mapas conceituais pode dar idéia de que é um recurso instrucional de pouca utilidade porque é muito pessoal e difícil avaliar (quantificar). De fato, de um ponto de vista convencional, mapas conceituais podem não ser muito atraentes nem para professores, que podem preferir a segurança de ensinar conteúdos sem muita margem para interpretações pessoais, nem para alunos habituados a memorizar conteúdos para reproduzi-los nas avaliações. No ensino convencional não há muito lugar para a externalização de significados, para a aprendizagem significativa. Mapas conceituais apontam em outra direção, requerem outro enfoque ao ensino e à aprendizagem.”
Agora, com uma boa base teórica, apresento meu 1° mapa conceitual, feito no CmapTools a partir das certezas provisórias apresentadas no post “Projeto”(31/03/08):
Lembrando que conforme a pesquisa no meu projeto for evoluindo, as relações e conceitos apresentados neste mapa conceitual vão mudando (ou se confirmando).
Bjs, Cá.
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